Bexiga, útero caídos? O que é o prolapso genital?

O que é o prolapso genital e por que acontece? 

O prolapso genital ocorre quando as estruturas de suporte do assoalho pélvico, que sustentam a bexiga, útero e reto, se enfraquecem. Com isso, um ou mais desses órgãos saem de sua posição normal e podem se projetar para dentro da vagina.

Fatores de risco: Gravidez e parto vaginal, o envelhecimento, fatores que aumentam a pressão intra abdominal, como esforços prolongados, constipação intestinal, tosse crônica, obesidade.

É fundamental ter um panorama completo sobre o tratamento do prolapso genital, que deve ser sempre individualizado e definido em conjunto com o seu médico ginecologista.

O tratamento do prolapso evolui em etapas, dependendo do grau do prolapso, dos sintomas e das preferências da paciente.


1. Tratamentos para Prolapso Genital

As opções de tratamento são divididas em conservadoras (não cirúrgicas) e cirúrgicas:

A) Tratamento Conservador (Não Cirúrgico)

É a primeira linha de tratamento, ideal para prolapsos de grau leve, ou para pacientes que não podem ou não desejam realizar cirurgia.

  • Fisioterapia Pélvica: (Detalhada no item 2) É o tratamento de escolha para o fortalecimento e melhora da sustentação muscular.
  • Uso de Pessários Vaginais: Dispositivos de silicone inseridos na vagina que agem como um suporte mecânico para os órgãos caídos (bexiga, útero ou reto), aliviando imediatamente os sintomas de peso e pressão. 
  • Mudanças no Estilo de Vida: Perda de peso, tratamento de constipação crônica e controle da tosse crônica (fatores que aumentam a pressão abdominal).

B) Tratamento Cirúrgico

Indicado para prolapsos de grau mais avançado, quando o tratamento conservador falha ou quando os sintomas afetam significativamente a qualidade de vida.

As cirurgias dependem se o prolapso é causado por defeitos 

  • na parede anterior (em contato com a bexiga)
  • no ápice (da cúpula vaginal ou útero)
  • na parede posterior (em contato com o reto). 

Também dependem da vida sexual da paciente, tamanho da abertura vaginal, entre outros fatores. 

As técnicas cirúrgicas podem utilizar os próprios ligamentos do corpo ou podem ser utilizados materiais sintéticos (telas de reforço ou sustentação).


2. A Importância da Fisioterapia Pélvica

A Fisioterapia Pélvica é uma ferramenta fundamental no manejo do prolapso genital, atuando como o alicerce de todo o tratamento.

A. Papel no Tratamento Conservador (Primeira Linha)

A fisioterapia é o tratamento principal para os graus leves e moderados, pois visa a melhora funcional, e não apenas a correção anatômica.

  • Fortalecimento Muscular: Através de exercícios específicos (exercícios de Kegel avançados, treinamento com cones vaginais, etc.), a fisioterapia fortalece os músculos do assoalho pélvico, que são responsáveis por dar sustentação ativa aos órgãos.
  • Consciência Corporal: Ensina a paciente a isolar e contrair corretamente o grupo muscular do assoalho pélvico (muitas mulheres contraem glúteos ou abdômen, e não o músculo correto).
  • Biofeedback: Uso de equipamentos que fornecem feedback visual ou sonoro, mostrando à paciente se ela está contraindo os músculos de forma correta e com a força necessária.
  • Prevenção: Ajuda a prevenir o agravamento do prolapso e a melhorar a continência (controle da urina e das fezes).

B. Papel no Pré e Pós-Operatório

A fisioterapia é muito importante mesmo quando a cirurgia é necessária:

FaseImportância da Fisioterapia
Pré-OperatórioPrepara os músculos para a cirurgia, deixando o tecido mais forte e facilitando a recuperação.
Pós-OperatórioAjuda a cicatrizar o assoalho pélvico, reforça o resultado cirúrgico e evita a recorrência.

Em resumo, a fisioterapia pélvica é essencial não apenas para tratar o prolapso inicial, mas também para melhorar a qualidade de vida e garantir que, mesmo após uma cirurgia, o problema não retorne. É um investimento na saúde pélvica a longo prazo.

Dr. Marcus Zilli

Ginecologia | Uroginecologia | Sexologia | Cirurgia de afirmação de gênero 

CRM SP 183675 | RQE 104033

O que é o prolapso genital e por que acontece? 

O prolapso genital ocorre quando as estruturas de suporte do assoalho pélvico, que sustentam a bexiga, útero e reto, se enfraquecem. Com isso, um ou mais desses órgãos saem de sua posição normal e podem se projetar para dentro da vagina.

Fatores de risco: Gravidez e parto vaginal, o envelhecimento, fatores que aumentam a pressão intra abdominal, como esforços prolongados, constipação intestinal, tosse crônica, obesidade.

É fundamental ter um panorama completo sobre o tratamento do prolapso genital, que deve ser sempre individualizado e definido em conjunto com o seu médico ginecologista.

O tratamento do prolapso evolui em etapas, dependendo do grau do prolapso, dos sintomas e das preferências da paciente.


1. Tratamentos para Prolapso Genital

As opções de tratamento são divididas em conservadoras (não cirúrgicas) e cirúrgicas:

A) Tratamento Conservador (Não Cirúrgico)

É a primeira linha de tratamento, ideal para prolapsos de grau leve, ou para pacientes que não podem ou não desejam realizar cirurgia.

  • Fisioterapia Pélvica: (Detalhada no item 2) É o tratamento de escolha para o fortalecimento e melhora da sustentação muscular.
  • Uso de Pessários Vaginais: Dispositivos de silicone inseridos na vagina que agem como um suporte mecânico para os órgãos caídos (bexiga, útero ou reto), aliviando imediatamente os sintomas de peso e pressão. 
  • Mudanças no Estilo de Vida: Perda de peso, tratamento de constipação crônica e controle da tosse crônica (fatores que aumentam a pressão abdominal).

B) Tratamento Cirúrgico

Indicado para prolapsos de grau mais avançado, quando o tratamento conservador falha ou quando os sintomas afetam significativamente a qualidade de vida.

As cirurgias dependem se o prolapso é causado por defeitos 

  • na parede anterior (em contato com a bexiga)
  • no ápice (da cúpula vaginal ou útero)
  • na parede posterior (em contato com o reto). 

Também dependem da vida sexual da paciente, tamanho da abertura vaginal, entre outros fatores. 

As técnicas cirúrgicas podem utilizar os próprios ligamentos do corpo ou podem ser utilizados materiais sintéticos (telas de reforço ou sustentação).


2. A Importância da Fisioterapia Pélvica

A Fisioterapia Pélvica é uma ferramenta fundamental no manejo do prolapso genital, atuando como o alicerce de todo o tratamento.

A. Papel no Tratamento Conservador (Primeira Linha)

A fisioterapia é o tratamento principal para os graus leves e moderados, pois visa a melhora funcional, e não apenas a correção anatômica.

  • Fortalecimento Muscular: Através de exercícios específicos (exercícios de Kegel avançados, treinamento com cones vaginais, etc.), a fisioterapia fortalece os músculos do assoalho pélvico, que são responsáveis por dar sustentação ativa aos órgãos.
  • Consciência Corporal: Ensina a paciente a isolar e contrair corretamente o grupo muscular do assoalho pélvico (muitas mulheres contraem glúteos ou abdômen, e não o músculo correto).
  • Biofeedback: Uso de equipamentos que fornecem feedback visual ou sonoro, mostrando à paciente se ela está contraindo os músculos de forma correta e com a força necessária.
  • Prevenção: Ajuda a prevenir o agravamento do prolapso e a melhorar a continência (controle da urina e das fezes).

B. Papel no Pré e Pós-Operatório

A fisioterapia é muito importante mesmo quando a cirurgia é necessária:

FaseImportância da Fisioterapia
Pré-OperatórioPrepara os músculos para a cirurgia, deixando o tecido mais forte e facilitando a recuperação.
Pós-OperatórioAjuda a cicatrizar o assoalho pélvico, reforça o resultado cirúrgico e evita a recorrência.

Em resumo, a fisioterapia pélvica é essencial não apenas para tratar o prolapso inicial, mas também para melhorar a qualidade de vida e garantir que, mesmo após uma cirurgia, o problema não retorne. É um investimento na saúde pélvica a longo prazo.

Dr. Marcus Zilli

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