Prevenção do Câncer de Colo do Útero

O câncer de colo de útero é uma das poucas doenças malignas que pode ser quase totalmente evitada. Com o rastreio correto e a vacinação, conseguimos identificar alterações muitos anos antes de elas se tornarem um problema grave. Nestas orientações, você entenderá como reduzir seu risco de câncer de colo uterino.


1. O que é o HPV e qual sua relação com o Câncer?

A principal causa do câncer de colo de útero é a infecção persistente por alguns tipos do HPV (Papilomavírus Humano).

Existem mais de 200 tipos de HPV. A maioria é inofensiva ou causa apenas verrugas genitais (baixo risco). No entanto, alguns tipos são considerados de alto risco, pois podem causar alterações nas células do colo do útero, que ao longo de anos pode evoluir para um câncer.

  • O vírus é comum: Estima-se que 80% das pessoas sexualmente ativas terão contato com o vírus em algum momento de suas vidas, não necessariamente algum que aumente o risco de câncer.
  • O corpo sabe se defender: Na maioria das vezes, o sistema imunológico elimina o vírus sozinho. O risco só existe quando o vírus permanece no organismo por muitos anos (infecção persistente).

2. Vacina do HPV: A Prevenção Primária

A vacinação é a forma mais eficaz de impedir a infecção pelos tipos de vírus que mais causam câncer.

  • No SUS: Disponível para meninos e meninas de 9 a 14 anos em dose única.
  • Na rede privada: A vacina Nonavalente protege contra um número maior de tipos do vírus e pode ser aplicada em pessoas com colo do útero até os 45 anos.
  • Já tive HPV, devo vacinar? Sim! A vacina protege contra outros tipos de vírus que você ainda não teve contato e ajuda a evitar novas lesões ou reativações.

3. As Ferramentas de Rastreio: Papanicolaou e Teste de DNA

Para avaliar a saúde do colo do útero, utilizamos dois exames principais:

  • Papanicolaou (Citopatológico): É o exame tradicional. Ele busca identificar a consequência, ou seja, se já existem células alteradas. Deve ser feito por pessoas com colo de útero entre 25 e 65 anos e que já tenham tido relação sexual. Após dois exames anuais normais, pode ser repetido a cada 3 anos.
  • Teste de HPV por PCR: É a tecnologia mais moderna. Este teste é mais sensível e permite identificar o risco (a presença do vírus de alto risco) antes da lesão surgir. Ele também ajuda a identificar qual tipo de HPV poderia ter, se é algum mais agressivo ou não, o que norteia a nossa conduta. Em muitos países (e agora avançando no SUS e convênios), ele já é o exame principal. Uma facilidade é a autocoleta por alguns laboratórios, em que a paciente pode realizar a coleta do material sem a necessidade do exame especular em consultório em casos selecionados. 

Como se preparar: 48h antes da coleta, não use cremes vaginais, evite relações sexuais e certifique-se de não estar no período menstrual.


4. Meu exame de HPV deu positivo. E agora?

Receber um resultado positivo para HPV não é um diagnóstico de câncer. Na verdade, significa apenas que o risco pode aumentar se o vírus persistir, o que exige um acompanhamento mais próximo.

As alterações que levam ao câncer em geral são lentas, podendo levar cerca de  10 anos para progredir, mas pode variar conforme o tipo de HPV, persistência da infecção e características individuais. Por isso, se o seu teste deu positivo, o importante é manter a calma e seguir o protocolo de investigação.

Quais são os próximos passos?

Dependendo do resultado, as condutas podem ser:

  1. Complementar com o outro exame: Ter os dois exames juntos (Papanicolaou + teste HPV).
  2. Observação: Repetir o exame em 6 ou 12 meses para verificar se o seu sistema imune conseguiu reduzir a carga viral.
  3. Colposcopia: Exame feito no consultório com um aparelho que utiliza lentes de aumento (colposcópio) e corantes para ver o colo em detalhes.
  4. Biópsia: Se houver uma área suspeita na colposcopia, retiramos um pequeno fragmento para confirmação laboratorial.

5. É possível tratar o HPV?

Não tratamos o vírus em si, mas sim as lesões que ele causa:

  • Verrugas genitais: Tratadas com cremes específicos, cauterização ou laser.
  • Lesões pré-cancerígenas (NIC 2/3): Realizamos procedimentos para retirar a área afetada, evitando que ela se transforme em câncer no futuro.

6. Estilo de Vida e Diálogo com a Parceria

Para ajudar seu corpo a combater o vírus, o estilo de vida é fundamental:

  • Não fume: O cigarro reduz a imunidade genital e faz com que o vírus se replique mais rápido, aumentando muito o risco de câncer.
  • Saúde integral: Tratar outras condições que possam diminuir a imunidade, como diabetes, doenças autoimunes, infecção pelo HIV.

Conversando com o parceiro(a):

Um diagnóstico de HPV não deve ser motivo de vergonha ou dúvidas sobre fidelidade. O vírus é silencioso e pode ficar indetectável no organismo por décadas antes de se manifestar. Portanto, um resultado positivo agora não significa, necessariamente, uma exposição recente. 

  • Parcerias com pênis: Devem buscar urologista se notarem verrugas.
  • Parcerias com colo do útero: Devem manter seu próprio rastreio em dia.

Por ser um vírus de transmissão muito fácil, a maioria das pessoas entrará em contato com ele em algum momento da vida sexual. Não tente achar culpados.

O resultado positivo para HPV não deve ser motivo para vergonha, indignação, sentimento de contaminação, sentimentos negativos com parceria sexual, abstenção de prática sexual, dúvidas sobre fidelidade ou fertilidade.

O maior risco não é ter o HPV, mas sim deixar de fazer o acompanhamento médico.

Referências:

  1. Bennett KF, Waller J, Ryan M, Bailey JV, Marlow LAV. The psychosexual impact of testing positive for high-risk cervical human papillomavirus (HPV): A systematic review. Psychooncology. 2019 Oct;28(10):1959-1970. doi: 10.1002/pon.5198. Epub 2019 Aug 21.
  2. McCaffery K, Waller J, Nazroo J, Wardle J. Social and psychological impact of HPV testing in cervical screening: a qualitative study. Sex Transm Infect. 2006 Apr;82(2):169-74.
  3. Fleurence RL, Dixon JM, Milanova TF, Beusterien KM. Review of the economic and quality-of-life burden of cervical human papillomavirus disease. Am J Obstet Gynecol. 2007 Mar;196(3):206-12.
  4. Graziottin A, Serafini A. HPV infection in women: psychosexual impact of genital warts and intraepithelial lesions. J Sex Med. 2009 Mar;6(3):633-45.
  5. Waller J, Marlow LA, Wardle J. The association between knowledge of HPV and feelings of stigma, shame and anxiety. Sex Transm Infect. 2007 Apr;83(2):155-9.
  6. McBride E, Tatar O, Rosberger Z, Rockliffe L, Marlow LAV, Moss-Morris R, Kaur N, Wade K, Waller J. Emotional response to testing positive for human papillomavirus at cervical cancer screening: a mixed method systematic review with meta-analysis. Health Psychol Rev. 2021 Sep;15(3):395-429.
  7. Galeshi M, Shirafkan H, Yazdani S, Motaghi Z. Reproductive health needs of Human papillomavirus (HPV) positive women: A systematic review. PLoS One. 2022 Sep 12;17(9):e0266819.
  8. Lugović-Mihić L, Cvitanović H, Djaković I, Kuna M, Šešerko A. The Influence of Psychological Stress on HPV Infection Manifestations and Carcinogenesis. Cell Physiol Biochem. 2021 Jul 10;55(S2):71-88.
  9. Martins BCT, Guimarães RA, Alves RRF, Saddi VA. Bacterial vaginosis and cervical human papillomavirus infection in young and adult women: a systematic review and meta-analysis. Rev Saude Publica. 2022;56:113
  10. What about my partner. Australasian Cancer Council. disponível em https://www.cancer.org.au/cervicalscreening/i-am-over-25/what-does-my-test-result-mean/what-about-my-partner
  11. Perguntas frequentes (FAQ) – HPV . Instituto Nacional de Câncer – INCA, disponível em https://www.gov.br/inca/pt-br/acesso-a-informacao/perguntas-frequentes/hpv
  12. HPV Positive Test: How to Address Patients’ Anxieties – Medscape – February 09, 2024. disponível em https://www.medscape.com/viewarticle/hpv-positive-test-how-address-patients-anxieties-2024a10002wm
  13. Yang S, Zhao W, Wang H, Wang Y, Li J, Wu X. Trichomonas vaginalis infection-associated risk of cervical cancer: A meta-analysis. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 2018 Sep;228:166-173.
  14. Xu X, Zhang Y, Yu L, Shi X, Min M, Xiong L, Pan J, Liu P, Wu G, Gao G. A cross-sectional analysis about bacterial vaginosis, high-risk human papillomavirus infection, and cervical intraepithelial neoplasia in Chinese women. Sci Rep. 2022 Apr 22;12(1):6609.
  15. Gillet E, Meys JF, Verstraelen H, Verhelst R, De Sutter P, Temmerman M, Vanden Broeck D. Association between bacterial vaginosis and cervical intraepithelial neoplasia: systematic review and meta-analysis. PLoS One. 2012;7(10):e45201.
  16. Ferrari FA, Magni F, Bosco M, Biancotto G, Zorzato PC, Laganà AS, Chiantera V, Raffaelli R, Franchi M, Uccella S, Garzon S. The Role of Micronutrients in Human Papillomavirus Infection, Cervical Dysplasia, and Neoplasm. Healthcare (Basel). 2023 Jun 5;11(11):1652.

Dr. Marcus Zilli

Ginecologia | Uroginecologia | Sexologia | Cirurgia de afirmação de gênero 

CRM SP 183675 | RQE 104033

O câncer de colo de útero é uma das poucas doenças malignas que pode ser quase totalmente evitada. Com o rastreio correto e a vacinação, conseguimos identificar alterações muitos anos antes de elas se tornarem um problema grave. Nestas orientações, você entenderá como reduzir seu risco de câncer de colo uterino.


1. O que é o HPV e qual sua relação com o Câncer?

A principal causa do câncer de colo de útero é a infecção persistente por alguns tipos do HPV (Papilomavírus Humano).

Existem mais de 200 tipos de HPV. A maioria é inofensiva ou causa apenas verrugas genitais (baixo risco). No entanto, alguns tipos são considerados de alto risco, pois podem causar alterações nas células do colo do útero, que ao longo de anos pode evoluir para um câncer.

  • O vírus é comum: Estima-se que 80% das pessoas sexualmente ativas terão contato com o vírus em algum momento de suas vidas, não necessariamente algum que aumente o risco de câncer.
  • O corpo sabe se defender: Na maioria das vezes, o sistema imunológico elimina o vírus sozinho. O risco só existe quando o vírus permanece no organismo por muitos anos (infecção persistente).

2. Vacina do HPV: A Prevenção Primária

A vacinação é a forma mais eficaz de impedir a infecção pelos tipos de vírus que mais causam câncer.

  • No SUS: Disponível para meninos e meninas de 9 a 14 anos em dose única.
  • Na rede privada: A vacina Nonavalente protege contra um número maior de tipos do vírus e pode ser aplicada em pessoas com colo do útero até os 45 anos.
  • Já tive HPV, devo vacinar? Sim! A vacina protege contra outros tipos de vírus que você ainda não teve contato e ajuda a evitar novas lesões ou reativações.

3. As Ferramentas de Rastreio: Papanicolaou e Teste de DNA

Para avaliar a saúde do colo do útero, utilizamos dois exames principais:

  • Papanicolaou (Citopatológico): É o exame tradicional. Ele busca identificar a consequência, ou seja, se já existem células alteradas. Deve ser feito por pessoas com colo de útero entre 25 e 65 anos e que já tenham tido relação sexual. Após dois exames anuais normais, pode ser repetido a cada 3 anos.
  • Teste de HPV por PCR: É a tecnologia mais moderna. Este teste é mais sensível e permite identificar o risco (a presença do vírus de alto risco) antes da lesão surgir. Ele também ajuda a identificar qual tipo de HPV poderia ter, se é algum mais agressivo ou não, o que norteia a nossa conduta. Em muitos países (e agora avançando no SUS e convênios), ele já é o exame principal. Uma facilidade é a autocoleta por alguns laboratórios, em que a paciente pode realizar a coleta do material sem a necessidade do exame especular em consultório em casos selecionados. 

Como se preparar: 48h antes da coleta, não use cremes vaginais, evite relações sexuais e certifique-se de não estar no período menstrual.


4. Meu exame de HPV deu positivo. E agora?

Receber um resultado positivo para HPV não é um diagnóstico de câncer. Na verdade, significa apenas que o risco pode aumentar se o vírus persistir, o que exige um acompanhamento mais próximo.

As alterações que levam ao câncer em geral são lentas, podendo levar cerca de  10 anos para progredir, mas pode variar conforme o tipo de HPV, persistência da infecção e características individuais. Por isso, se o seu teste deu positivo, o importante é manter a calma e seguir o protocolo de investigação.

Quais são os próximos passos?

Dependendo do resultado, as condutas podem ser:

  1. Complementar com o outro exame: Ter os dois exames juntos (Papanicolaou + teste HPV).
  2. Observação: Repetir o exame em 6 ou 12 meses para verificar se o seu sistema imune conseguiu reduzir a carga viral.
  3. Colposcopia: Exame feito no consultório com um aparelho que utiliza lentes de aumento (colposcópio) e corantes para ver o colo em detalhes.
  4. Biópsia: Se houver uma área suspeita na colposcopia, retiramos um pequeno fragmento para confirmação laboratorial.

5. É possível tratar o HPV?

Não tratamos o vírus em si, mas sim as lesões que ele causa:

  • Verrugas genitais: Tratadas com cremes específicos, cauterização ou laser.
  • Lesões pré-cancerígenas (NIC 2/3): Realizamos procedimentos para retirar a área afetada, evitando que ela se transforme em câncer no futuro.

6. Estilo de Vida e Diálogo com a Parceria

Para ajudar seu corpo a combater o vírus, o estilo de vida é fundamental:

  • Não fume: O cigarro reduz a imunidade genital e faz com que o vírus se replique mais rápido, aumentando muito o risco de câncer.
  • Saúde integral: Tratar outras condições que possam diminuir a imunidade, como diabetes, doenças autoimunes, infecção pelo HIV.

Conversando com o parceiro(a):

Um diagnóstico de HPV não deve ser motivo de vergonha ou dúvidas sobre fidelidade. O vírus é silencioso e pode ficar indetectável no organismo por décadas antes de se manifestar. Portanto, um resultado positivo agora não significa, necessariamente, uma exposição recente. 

  • Parcerias com pênis: Devem buscar urologista se notarem verrugas.
  • Parcerias com colo do útero: Devem manter seu próprio rastreio em dia.

Por ser um vírus de transmissão muito fácil, a maioria das pessoas entrará em contato com ele em algum momento da vida sexual. Não tente achar culpados.

O resultado positivo para HPV não deve ser motivo para vergonha, indignação, sentimento de contaminação, sentimentos negativos com parceria sexual, abstenção de prática sexual, dúvidas sobre fidelidade ou fertilidade.

O maior risco não é ter o HPV, mas sim deixar de fazer o acompanhamento médico.

Referências:

  1. Bennett KF, Waller J, Ryan M, Bailey JV, Marlow LAV. The psychosexual impact of testing positive for high-risk cervical human papillomavirus (HPV): A systematic review. Psychooncology. 2019 Oct;28(10):1959-1970. doi: 10.1002/pon.5198. Epub 2019 Aug 21.
  2. McCaffery K, Waller J, Nazroo J, Wardle J. Social and psychological impact of HPV testing in cervical screening: a qualitative study. Sex Transm Infect. 2006 Apr;82(2):169-74.
  3. Fleurence RL, Dixon JM, Milanova TF, Beusterien KM. Review of the economic and quality-of-life burden of cervical human papillomavirus disease. Am J Obstet Gynecol. 2007 Mar;196(3):206-12.
  4. Graziottin A, Serafini A. HPV infection in women: psychosexual impact of genital warts and intraepithelial lesions. J Sex Med. 2009 Mar;6(3):633-45.
  5. Waller J, Marlow LA, Wardle J. The association between knowledge of HPV and feelings of stigma, shame and anxiety. Sex Transm Infect. 2007 Apr;83(2):155-9.
  6. McBride E, Tatar O, Rosberger Z, Rockliffe L, Marlow LAV, Moss-Morris R, Kaur N, Wade K, Waller J. Emotional response to testing positive for human papillomavirus at cervical cancer screening: a mixed method systematic review with meta-analysis. Health Psychol Rev. 2021 Sep;15(3):395-429.
  7. Galeshi M, Shirafkan H, Yazdani S, Motaghi Z. Reproductive health needs of Human papillomavirus (HPV) positive women: A systematic review. PLoS One. 2022 Sep 12;17(9):e0266819.
  8. Lugović-Mihić L, Cvitanović H, Djaković I, Kuna M, Šešerko A. The Influence of Psychological Stress on HPV Infection Manifestations and Carcinogenesis. Cell Physiol Biochem. 2021 Jul 10;55(S2):71-88.
  9. Martins BCT, Guimarães RA, Alves RRF, Saddi VA. Bacterial vaginosis and cervical human papillomavirus infection in young and adult women: a systematic review and meta-analysis. Rev Saude Publica. 2022;56:113
  10. What about my partner. Australasian Cancer Council. disponível em https://www.cancer.org.au/cervicalscreening/i-am-over-25/what-does-my-test-result-mean/what-about-my-partner
  11. Perguntas frequentes (FAQ) – HPV . Instituto Nacional de Câncer – INCA, disponível em https://www.gov.br/inca/pt-br/acesso-a-informacao/perguntas-frequentes/hpv
  12. HPV Positive Test: How to Address Patients’ Anxieties – Medscape – February 09, 2024. disponível em https://www.medscape.com/viewarticle/hpv-positive-test-how-address-patients-anxieties-2024a10002wm
  13. Yang S, Zhao W, Wang H, Wang Y, Li J, Wu X. Trichomonas vaginalis infection-associated risk of cervical cancer: A meta-analysis. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 2018 Sep;228:166-173.
  14. Xu X, Zhang Y, Yu L, Shi X, Min M, Xiong L, Pan J, Liu P, Wu G, Gao G. A cross-sectional analysis about bacterial vaginosis, high-risk human papillomavirus infection, and cervical intraepithelial neoplasia in Chinese women. Sci Rep. 2022 Apr 22;12(1):6609.
  15. Gillet E, Meys JF, Verstraelen H, Verhelst R, De Sutter P, Temmerman M, Vanden Broeck D. Association between bacterial vaginosis and cervical intraepithelial neoplasia: systematic review and meta-analysis. PLoS One. 2012;7(10):e45201.
  16. Ferrari FA, Magni F, Bosco M, Biancotto G, Zorzato PC, Laganà AS, Chiantera V, Raffaelli R, Franchi M, Uccella S, Garzon S. The Role of Micronutrients in Human Papillomavirus Infection, Cervical Dysplasia, and Neoplasm. Healthcare (Basel). 2023 Jun 5;11(11):1652.

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